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Com lucro de R$ 124,4 milhões no terceiro trimestre do ano, a AES Brasil já vem se movimentando para a abertura do mercado prevista para o ano que vem. José Ricardo Simão, CFO da geradora, em entrevista exclusiva à Agência CanalEnergia, conta que a comercializadora do grupo tem feito contatos ‘porta a porta’, indo atrás dos futuros clientes em nichos específicos. O braço varejista é um dos três maiores do mercado e há uma aposta nesse segmento desde 2019, com investimentos em processos internos. “Já é para a gente um negócio substancial. Tem um bom tamanho e vai crescer bastante para a frente”, explica.

A carteira teve crescimento nesse trimestre e está com 74 MW med, entre contratos vigentes e futuros pós-janeiro/24. O valor já é mais que 5% da capacidade da garantia física da carteira hídrica, o que confere destaque. Para Simão, ainda é preciso explicar as vantagens da migração aos entrantes. A força de venda e o preço tem sido decisivos e a aproximação na primeira migração é vista como importante para a fidelização. No futuro, a tendência é que a concorrência aumente e a margem de ganho vá recuando.

O Ebitda acumulado de R$ 1,2 bilhão foi destacado pelo executivo. Esse foi o valor aportado em todo o ano passado. “Isso mostra que de fato o negócio está crescendo, trazendo mais resultado”, aponta.

Com a entrada em operação de Cajuína I (314 MW) nesse trimestre, o portfólio chega a 4,5 GW. A segunda fase de Cajuína (370 MW) entra em operação até o fim do primeiro semestre do ano que vem e o complexo eólico Tucano até o fim desse ano. Com isso, será acrescido mais 1 GW. Foram capacitadas 73 mulheres para a operação de Cajuína, que será operado só por mulheres.

A geradora ainda busca fechar contratos para viabilizar a terceira fase do complexo eólico de Cajuína. Segundo Simão, está faltando ajustar a equação de retorno dessa fase, uma vez que ele apresenta inúmeras vantagens, indo do alto fator de capacidade e a infraestrutura já existente. “Vamos expandir a medida que a gente consiga fechar o retorno”, explica. Segundo ele, a sobreoferta do sistema deve acabar em 2027, o que trará um movimento de melhora no preço.

Com a maior parte do portfólio contratado até 2027 e um preço médio de R$ 190/MWh, Simão acredita que o preço de energia ainda pode subir, por já ter se iniciado um descolamento do piso que predominou esse ano.

Com muitos ativos hídricos, a fonte tem um papel relevante na carteira da geradora, por fazer a modulação de energia e nos contratos de longo prazo. “Ela é um pedaço fundamental no nosso portfólio, nos diferencia dos nossos concorrentes”, explica.