A segunda revisão semanal do Programa Mensal da Operação de maio veio com nova aceleração da previsão de carga. A expectativa é de que apresente expansão de 7,5% quando comparado ao mesmo mês do ano passado. Se isso se confirmar serão 78.481 MW médios.

O destaque é o crescimento no maior submercado do país, o Sudeste/Centro Oeste com alta de 9,2%, o maior índice dentre todas as regiões. No sul a perspectiva é de alta de 4,2%, no Nordeste é de 5,9% e no Norte está em 5,8%.

Em termos de vazões, o maior volume, claro, é registrado no Sul do país com a previsão de encerrar maio com energia natural afluente três vezes maior que o normal, são 284% da MLT. No SE/CO, a estimativa é de 61%, no Norte está em 96% e no NE continua em 43%, mesmo índice calculado na semana passada.

Assim os reservatórios deverão encerrar maio em níveis relativamente estáveis em comparação com o volume atual. No SE/CO, não há variação com 72,4%, no NE está o maior recuo chegando ao dia 31 em 73,5%. No Norte e no Sul, são esperados aumentos para 97,3% e 90,9%, respectivamente.

O Custo Marginal de Operação médio aumentou para essa semana operativa que começa no sábado, 11 de maio. Está em R$ 1,13 por MWh no SE/CO e no Sul enquanto segue zerado nos outros dois submercados.

Essa semana há uma mudança na previsão de despacho térmico. São 135 MW médios por restrição elétrica, decorrente das chuvas que assolaram o Rio Grande do Sul. Todo esse volume tem origem na UTE Canoas, a gás natural com CVU de R$ 1.115,39 por MWh. Os demais 4.028 MW médios são por inflexibilidade declarada pelas UTEs.