Afluência e armazenamento melhoram, mas continuam críticos no Nordeste

Região deve terminar janeiro com 8,4% de reservas e vazão de 29% da média. CMO semanal chega R$ 477,49/MWh no subsistema

A situação da região Nordeste continua lentamente a melhorar, mas continua crítica. O Operador Nacional do Sistema Elétrico espera que a região termine o mês de janeiro com 8,4% de armazenamento, resultado de uma afluência de 29% da média de longo termo. Os dados da revisão do Programa Mensal de Operação para a semana operativa que começa no próximo sábado, 9 de janeiro, mostram que o valor médio semanal do Custo Marginal de Operação chega a R$ 477,49 por MWh, ante R$ 380,14/MWh no período anterior.

O CMO dos outros subsistemas ficaram em valores médios menores, Sudeste/Centro-Oeste e Sul, em R$ 12,60/MWh; e Norte, em R$ 35,85/MWh. A situação na região Norte também não muito confortável, com perspectiva de armazenamento em 20,7% no dia 31 de janeiro e vazão de 30% da MLT. No SE/CO, a expectativa é terminar o primeiro mês do ano com 39,2% da capacidade dos reservatórios, consequência da afluência de 104% da média. Já a região Sul tem situação mais confortável como resultado da vazão equivalente a 214% da média. Com isso, os reservatórios devem fechar em 94,8%.

A carga do Sistema Interligado Nacional deve cair 4,5% neste mês, em comparação a janeiro de 2015. O ONS explicou que esse mês ainda não tinha sentido os efeitos da retração econômica e da alta das tarifas. Sudeste/Centro-Oeste e Sul puxam a retração da demanda com quedas de 6,3% e 7,5%, respectivamente. O Norte vê alta de 7,9%, reflexo da integração do Amapá ao SIN e o Nordeste sobe 0,5%.

O despacho térmico programado fica em 15.882 MW médios, sendo 8.275 MWmed por garantia energética e 4.595 MWmed por ordem de mérito. Outros 2.967 MWmed são de inflexibilidade e 45 MWmed de restrição elétrica.

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