PIEE 2015-2018: geração terá R$ 116 bilhões em investimentos a contratar

Projetos podem somar até 31.500 MW. UHE na região Amazônica vai ter investimentos de R$ 26 bilhões

Dos R$ 186 bilhões em investimentos a contratar anunciados nesta terça-feira, 11 de agosto no Programa de Investimentos em Energia Elétrica 2015-2018, os projetos de geração de energia vão demandar R$ 116 bilhões desse total. A previsão é que sejam aplicados R$ 42 bilhões até 2018 e que após essa data eles cheguem a R$ 74 bilhões. A capacidade somada chega a 31.500 MW.

Dos empreendimentos que serão contratados, tem destaque a UHE São Luiz do Tapajós (AM/PA – 8.040 MW) e a UHE Jatobá (AM/PA – 2.338 MW), consideradas os últimos grandes aproveitamentos hidrelétricos do país. São Luiz vai demandar investimentos de R$ 26 bilhões e Tapajós, de R$ 10 bilhões. Existem ainda outras usinas, como a de Ercilândia (87 MW), Foz Piquiri (93 MW), Telêmaco Borba (118 MW), Apertados e Paranhos, na região Sul e com menor capacidade. Juntas, todas as hidrelétricas somam quase 11 mil MW.

Nas fontes renováveis, a eólica lidera na previsão de contratação até 2018, com até 6 mil MW. As térmicas a biomassa vem em seguida, podendo contratar de 4 mil MW a 5 mil MW. A fonte solar, que estreou em certames no ano passado, tem previsão de contratação de 2 mil MW a 3 mil MW. As PCHs devem ter contratados de 1.000 MW a 1.500 MW. As termelétricas fósseis devem ter contratação de 3 mil MW até 5 mil MW.

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, prometeu a realização de pelo menos três leilões de energia nova por ano, que podem ser em leilões do tipo A-3, A-5, de Reserva, ou Fontes Alternativas. Na cerimônia, o ministro revelou que o financiamento oferecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social será de até 50% do projeto. Para os de fonte renováveis, será de até 70%. O prazo para as UHEs será de 25 anos. Para térmicas não renováveis, ele será de até 20 ano; para eólicas, biomassa e PCH, de até 19 anos e para a fonte solar, de até 23 anos. A taxa será composta pela TJLP mais 1.2% além do spread de risco.