Siemens Gamesa tem prejuízo no primeiro trimestre fiscal

Resultado da fabricante de aerogeradores ficou em 175 milhões de euros negativos mas sua carteira de pedidos alcança nível recorde

A Siemens Gamesa apresentou prejuízo de 174 milhões de euros no primeiro trimestre fiscal de 2020, que vai de outubro a dezembro de 2019. A companhia reportou perdas na linha resultado EBIT (antes de juros e impostos) antes de PPAs e custos de integração e restruturação de 136 milhões de euros. A margem para esse item do balanço ficou negativa em 6,8%. Em 31 de dezembro, possuía uma posição de caixa líquida de € 175 milhões.
Apesar do resultado, destacou que a crescente demanda por energia eólica impulsionou a atividade comercial no período. A empresa reportou um aumento de 82% na entrada de pedidos, com pedidos firmes subindo para 4,6 bilhões de euros, aumentando a carteira que encerrou o período com valor de 28 bilhões de euros. A fabricante registrou € 2 bilhões de receita, queda de 12%, em linha com as diretrizes para todo o ano que deverá ficar na faixa de € 10,2 bilhões a € 10,6 bilhões.
A empresa lembrou que sofreu um impacto imprevisto de € 150 milhões dos custos em cinco projetos onshore que somam 1,1 GW no norte da Europa, principalmente na Noruega, causados ​​por condições adversas das estradas e pela chegada incomum e antecipada do clima de inverno, o que atrasou substancialmente a execução do projeto. Como resultado, a Siemens Gamesa ajustou sua meta de rentabilidade em um ponto percentual e espera encerrar o ano fiscal com uma margem EBIT antes do PPA, custos de integração e reestruturação entre 4,5% e 6%.
Segundo o comunicado da companhia, a atividade comercial aumentou significativamente no segmento offshore, com a entrada de pedidos nos últimos doze meses dobrando para 3.343 MW. Desse valor, 1.279 MW foram assinados no primeiro trimestre. O pipeline de projetos da empresa nessa modalidade totaliza 9,6 GW. O onshore também registrou atividade comercial classificada como muito positiva, com a entrada de pedidos de 2,6 GW. A China foi a responsável por 18%, seguido de perto pelo Canadá com 16%, como as principais fontes de pedidos no trimestre. Quase metade dos pedidos foram para os novos modelos de turbinas acima de 4 MW.
O segmento de serviço teve a entrada de pedidos atingindo € 1,5 bilhão no primeiro trimestre, esse valor, relatou a empresa, é quatro vezes o valor no primeiro trimestre do ano de 2019. Esta unidade de negócios, que possui contratos lucrativos responde por 46% da carteira de pedidos.