Banco Mundial empresta US$ 38 mi à 2ª fase do projeto META

Na primeira fase (2012-2018), foram investidos R$ 115 milhões no desenvolvimento do setor energético brasileiro

O conselho de administração do Banco Mundial (World Bank) aprovou na última sexta-feira, 22 de maio, empréstimo no valor de US$ 38 milhões para a segunda fase do Projeto de Fortalecimento dos Setores de Energia e Mineral (META), cujo objetivo é o desenvolvimento e a capacitação técnica do setor energético brasileiro.

O valor autorizado pelo Banco Mundial nessa segunda fase do META, porém, ficou abaixo do inicialmente previsto, quando se falava em valores da ordem de US$ 50 milhões para financiar cerca de 40 subprojetos previstos.

Na primeira fase (2012-2018), foram investidos R$ 115 milhões, dos quais parte foi utilizado para a aquisição de equipamentos para o Cepel (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica) e cursos de capacitação dos servidores, segundo informações disponíveis no site do Ministério de Minas e Energia (MME). (Clique aqui para ver os resultados da primeira fase.)

Em nota, a diretora do Banco Mundial para o Brasil, Paloma Casero, disse que o projeto META fortaleceu as capacidades técnicas das principais instituições públicas no Brasil no sentido de reduzir as emissões de carbono do setor energético.

“Esta segunda etapa visa aumentar a eficiência, a adequação da infraestrutura no longo prazo e a resiliência climática nos dois setores, permitindo que cresçam de maneira mais eficiente e competitiva”, disse a executiva.

No Brasil, os setores de energia, petróleo e gás, e mineração e processamento mineral representam aproximadamente 3%, 13% e 4%, respectivamente, do Produto Interno Bruto (PIB) do país. No entanto, esses setores estão em diferentes estágios de desenvolvimento.

Segundo o Banco Mundial, o setor elétrico brasileiro é um dos mais sofisticados da América Latina, mas enfrenta uma série de desafios com relação à segurança do abastecimento, custo acessível e maior resiliência às mudanças climáticas.

No setor de gás natural, o Brasil começou a adotar diversas medidas em um novo programa que visa estabelecer um mercado aberto, dinâmico e competitivo, com potencial significativo para aumentar a segurança energética e reduzir os custos de energia industrial, mas ainda precisa solucionar questões regulatórias e de governança. O setor mineral precisa se modernizar para alcançar práticas sustentáveis e uma nova estratégia apoiada na sustentabilidade.