Consumo consolidado da Energisa recua 0,7% em julho

Volta de atividades suavizou queda. Classe residencial cresceu 4,2% e industrial subiu 3,4%

O consumo consolidado de energia, cativo e livre, nas áreas de concessão do Grupo Energisa teve recuo de 0,7% em julho. De acordo com a Energisa, apesar da taxa de contaminação ainda ser alta, a redução da intensidade resultou na volta das atividade em algumas cidades, o que trouxe uma queda menos forte nas vendas de energia desde o mês de abril.

A classe residencial teve um aumento de 4,2% no consumo, chegando a 43,1 GWh, com destaque para Mato Grosso, com  aumento de 8%, Mato Grosso do Sul, com 5,4% e Sul Sudeste, que cresceu 4,3%. Os desempenhos foram influenciados por temperaturas elevadas acima da média e baixo volume de chuvas. A classe rural teve aumento de 7,7%, com 23,8 GWh. O Mato Grosso novamente foi destaque, com a subida de 10,3% pelos clientes ligados ao cultivo de soja e milho. Minas Gerais, com aumento de 35,3% pela cultura do café, e o  Tocantins, que cresceu 10,4% devido à produção de soja.

Já a classe industrial registrou aumento pelo segundo mês consecutivo, registrando alta de 3,4% ou 20,3 GWh. O Centro-Oeste, com Mato Grosso do Sul, com alta de 17,5% e 17,4 GWh e Mato Grosso com aumento de 7,5% e 13,1 GWh, mais uma vez se sobressaiu. A produção do setor alimentício e de minerais não metálicos deu o tom. A classe comercial teve  queda de 15,2% (85,2 GWh), com as maiores baixas nas áreas de concessão do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e  Paraíba.

No acumulado de janeiro a julho de 2020, , o consumo de energia elétrica no mercado cativo e livre de 20.497,0 GWh  do Grupo Energisa apresentou queda de 1,1% em relação ao mesmo período do ano passado.  O consumo no acumulado também foi afetado pelas restrições da pandemia que impactaram a partir de março. O consumo da classe comercial foi o mais afetado no período, com queda de 9,8%,  seguido pela classe de outros clientes, com recuo de 5,4%, onde o principal vetor foi o setor público. Entre as regiões, as maiores quedas no período ficaram no Nordeste, com 4,6% e Sudeste, com 3,9%, enquanto a maior alta foi na região centro-oeste, de 1,6%.