CCEE aponta que consumo de energia se manteve estável em setembro

Brasil demandou 64.693 MW médios nas duas primeiras semanas do mês, volume apenas 0,2% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado

O consumo de energia se manteve estabilizado no Brasil nas duas primeiras semanas de setembro, segundo dados preliminares do Boletim InfoMercado Quinzenal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). De acordo com o órgão, o país utilizou 64.693 MW médios do Sistema Interligado Nacional (SIN), alta de 0,2% em relação ao mesmo período do ano passado e de 4,2% frente a 2019.

A CCEE informou que o consumo no mercado livre (ACL), que abastece setores da indústria e empresas de maior porte, foi de 22.001 MW médios, alta de 5,5% na comparação anual. Já o mercado regulado (ACR), que atende negócios menores e os consumidores residenciais, demandou 42.692 MW médios, resultado que representa um recuo de 2,4% frente ao ano passado, influenciado pelo feriado no início do mês, 7 de setembro, que ocorreu numa terça-feira e levou a emendas na segunda-feira para parte do comércio.

Os números também foram influenciados pela saída de consumidores do ACR para o ACL nesse período. Se desconsiderarmos o efeito de migração entre os ambientes nos últimos doze meses, o mercado livre teria crescido 1,1% enquanto o mercado regulado recuaria menos, cerca de 0,2%.

Na avaliação do impacto da Geração Distribuída para o consumo de energia no ambiente de contratação regulada, a CCEE verificou que, na primeira quinzena de setembro, o segmento teria recuado 1,8% caso não houvesse a instalação de sistemas de micro e mini produção solar fotovoltaica nas residências e pequenos comércios. Em relação a 2019, haveria um aumento de 0,3%.

(Divulgação: CCEE)
O Boletim da CCEE destaca que o Nordeste foi a única região onde todos os estados registraram aumento no consumo de energia, com destaque para Alagoas, Paraíba e Piauí, que avançaram 7% na comparação com o mesmo período do ano passado. Nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, destaque para Goiás (7%), Minas Gerais (3%) e Santa Catarina (2%). Já no Norte, o Pará avançou 2% e o Acre 1%.

(Divulgação: CCEE)