Angra 3: contratação de EPC deve ocorrer em meados de 2022

Estimativa decorre da definição da tarifa da central nuclear que deverá receber aportes de R$ 857 milhões por meio de AFAC ainda este ano

A Eletrobras estima contratar até meados de 2022 o EPCista que será responsável pelas continuidade das obras de Angra 3. A companhia, que até o final do terceiro trimestre havia investido R$ 758 milhões na central, deverá acelerar os montantes aplicados ainda este ano com mais R$ 857 milhões por meio de um aumento de capital sob a sigla AFAC. Essa contratação virá por meio da Eletrobras até porque a empresa ainda deverá manter mais de 50% da Eletronuclear, apesar de não ser mais a controladora no ano que vem com separação da companhia por conta da sua capitalização.

Essa etapa, explica o presidente Rodrigo Limp, faz parte do já conhecido plano de aceleração do caminho critico, que engloba a conclusão da superestrutura de concreto do edifício do reator de Angra 3. Além disso, será feita uma parte importante da montagem eletromecânica, que inclui o fechamento da esfera de aço da contenção e a instalação da piscina de combustíveis usados, da ponte polar e do guindaste do semipórtico.

Ao mesmo tempo a empresa aguarda a aprovação da tarifa definitiva com base nos estudos do BNDES que devem ser concluídos no final deste ano ainda. Esses estudos passarão ainda pela análise da Eletronuclear e do MME para então resultar na tarifa conforme deliberação do CNPE. Entram na conta a necessidade de investimentos.

“A contratação do EPEcista, virá na sequência da definição da tarifa”, comentou Limp em coletiva nesta terça-feira, 17 de novembro.

Garantias
A diretora Financeira e de Relações com Investidores da Eletrobras, Elvira Presta, comentou nessa mesma coletiva que a empresa vem trabalhando no sentido de rever as garantias que foram dadas com as ações de participações em outras empresas. A ideia da empresa é de substituir esses papeis por outras como garantias bancárias.

Contudo, admite que o processo tem sido lento, pois depende não apenas da companhia e sim de juízes porque essas ações foram dadas em garantia em processos na Justiça.

“Temos participações em diversas empresas pequenas e até grandes fatias e que existem há muitos anos”, explicou. “Para alienarmos essas ações primeiro precisamos desbloqueá-las e esse é o trabalho que estamos fazendo há 2 anos em que entramos com petições em todo o país pedindo a substituição”, acrescentou.

Ao passo que a empresa conseguir esse desbloqueio pode ser que haja a venda dessas participações, Contudo, algumas dessas podem não ser colocadas ao mercado por se tratar de core business da Eletrobras, entre elas, de transmissoras. Essas ações dependem ainda de estudo da diretoria com o Conselho de Administração da elétrica.