A Eneva fechou o primeiro trimestre deste ano com geração total de 1.609 GWh, sendo 1.201 GWh térmicos, crescimento de 101,2%, ante o reportado no mesmo período de 2023. Segundo o boletim da companhia, o incremento deriva da continuidade dos despachos termelétricos iniciados no terceiro trimestre, sobretudo na UTE Parnaíba II e na UTE Jaguatirica II. Os despachos médios de todas as usinas da empresa subiram de 64% no período passado para 86% em 2024.

Os despachos aconteceram mesmo diante do contexto hidrológico favorável com o El Niño, que limita a capacidade instantânea de geração em importantes hidrelétricas do SIN, impondo desafios de suprimento entre as regiões em um contexto de menor contribuição sazonal de geração eólica. Foi apontada pela companhia a questão da intermitência das renováveis e a tendência de aumento da produção das UTEs para atendimento a picos de carga em cenários de alta demanda.

Outro destaque foi a retomada da importação de energia pela Argentina, alcançando uma demanda diária de 1,1 GW médio entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro. Além disso, as UTEs Parnaíba I, IV e V geraram energia para exportação ao país vizinho, somando 248 GWh. Deste montante, 133 GWh são referentes à energia comercializada a preços estabelecidos em contratos bilaterais e 115 GWh liquidadas a Preço de Liquidação das Diferenças (PLD).

Solar e gás

Na fonte solar, o complexo Futura 1 atingiu 405 GWh no período com 94% de disponibilidade e fator de capacidade em 29%, impactada pela nebulosidade e ocorrência de chuvas na região. Já a produção de gás natural da companhia totalizou 0,26 bilhão de metros cúbicos (bcm), encerrando o trimestre com um total de 47,4 bcm em reservas prováveis e provadas (2P) do insumo.