Consumo nacional de energia cai 5% no início do ano

Redução da demanda nos primeiros nove dias de 2018 é resultado da queda nas temperaturas

A análise dos primeiros nove dias de janeiro indica o consumo de 58.855 MW médios no Sistema Interligado Nacional (SIN), montante 5% inferior quando comparado ao consumo no mesmo período do ano passado, informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em boletim divulgado nesta quinta-feira, 11 de janeiro.

Segundo a CCEE, a atividade econômica tem apresentado sinais da retomada de crescimento em vários setores, porém a queda no consumo observada no início de 2018 foi influenciada principalmente por temperaturas mais baixas nesse ano em relação ao mesmo período do ano passado.

No Ambiente de Contratação Regulado, houve retração de 7,6% no consumo, índice que considera a migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Ao descartar esse movimento dos agentes, ainda haveria queda de 5,6% no consumo de energia. Já o consumo no Ambiente de Contratação Livre apresentou elevação de 2,5%, número que leva em conta o impacto das novas cargas vindas do ACR na análise. Quando esse movimento é desconsiderado, o ACL tem queda de 2,8%.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores têxteis (+15,9%), de veículos (+13%) e madeira, papel e celulose (+3,5%) registram aumento no consumo, mesmo sem o efeito da migração na análise. Ainda no cenário sem migração, os maiores índices de retração pertencem aos segmentos transporte (-11,3%), comércio (-10,6%) e químico (-8,6%).

Já a geração de energia alcançou 62.034 MW médios no período, incremento de 4,5%. A análise indica elevação de 12% na produção de usinas térmicas, mas queda na geração das plantas eólicas (-9,8%) e hidráulicas (-6,8%), incluindo as pequenas centrais hidrelétricas.

A CCEE também apresenta estimativa da produção das usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), em janeiro, equivalente a 112% de suas garantias físicas, ou 51.788 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual é de 95%.