Governo decide trocar presidente da Petrobras

Indicado é nome do Ministério da Economia e se aprovado será o quarto executivo a ocupar o posto no atual governo

O Governo Federal surpreendeu e ontem à noite anunciou que quer trocar, novamente, a presidência da Petrobras. Depois de cerca de 40 dias desde que assumiu o posto, José Mauro Coelho deixará o cargo. Em seu lugar foi indicado Caio Mário Paes de Andrade, que é secretário especial da Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia.

Em nota divulgada na noite desta segunda-feira, 23 de maio, o Ministério de Minas e Energia afirma que “o Brasil vive atualmente um momento desafiador, decorrente dos efeitos da extrema volatilidade dos hidrocarbonetos nos mercados internacionais”. E cita que “ fatores geopolíticos conhecidos por todos resultam em impactos não apenas sobre o preço da gasolina e do diesel, mas sobre todos os componentes energéticos”.

O indicado é formado em Comunicação Social pela Universidade Paulista, pós-graduado em Administração e Gestão pela Harvard University e Mestre em Administração de Empresas pela Duke University.

E argumenta que Andrade “reúne todos as qualificações para liderar a Companhia a superar os desafios que a presente conjuntura impõe, incrementando o seu capital reputacional, promovendo o continuo aprimoramento administrativo e o crescente desempenho da Empresa, sem descuidar das responsabilidades de governança, ambiental e, especialmente, social da Petrobras”.

Ressaltou em nota que renova o seu compromisso de respeito a governança da empresa, mantendo a observância dos preceitos normativos e legais que regem a Petrobras.

Vale lembrar que antes de ser assumir Andrade passará por uma avaliação pelo Comitê de Pessoas da Petrobras, se aprovado será levado a Assembleia de Acionistas, para que seja alçado ao Conselho de Administração da empresa e só então esse conselho elege o indicado à presidência executiva.

Se passar pelo processo este será o quarto presidente da Petrobras no atual governo, depois de Roberto Castello Branco, Joaquim Silva e Luna e José Mauro Coelho. Todos demitidos por conta da política de preços dos combustíveis da estatal que não permite o controle artificial dos valores.