Confiante de que o decreto com as diretrizes para renovação das concessões de distribuição saia nas próximas semanas, o CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, disse não esperar mudanças substanciais, mas um foco em novas metas quanto a qualidade da energia e investimentos necessários, que são as grandes preocupações e prioridades no setor. “Aumento de Opex e início de processos de primarização”, elencou o executivo durante teleconferência da empresa nessa quarta-feira, 24 de abril.

Capelastegui ressaltou a estratégia da companhia iniciada em 2017. Foram contratados quase 7 mil eletricistas e técnicos depois da corporação perceber que a qualidade das empreiteiras não estava ajustada aos parâmetros de segurança e produtividade. “Foi uma decisão corajosa no momento, de pouco a pouco ir primarizando os processos core”, lembra, encorajando outras empresas a fazerem o mesmo.

Atualmente praticamente tudo na subsidiária da Iberdrola é realizado com pessoal próprio, salvo a construção de linhas de distribuição e transmissão. Segundo o CEO, esse modelo traz uma flexibilidade pertinentes para situações emergenciais derivadas de eventos climáticos cada vez mais extremos, como aconteceu na Bahia em janeiro, com o direcionamento mais assertivo das equipes.

“Estamos em conversas com o governo para incorporar nos contratos um modelo que permita remunerar o capex de demanda e resiliência no ano seguinte”, complementa Eduardo Capelastegui.

Na semana passada, a Neoenergia informou novos investimentos em Brasília e na Bahia, essa com cifra recorde de R$ 13,3 bilhões para os próximos quatro anos, num aumento de 40%. O foco está no desenvolvimento da rede, crescimento e qualidade, com a ideia de que o decreto que se aproxima permita a questão da previsibilidade para as distribuidoras. Além das metas de qualidade, o executivo entende que pontos como inclusão de diversidade e sustentabilidade também irão constar no documento.