Para Tolmasquim, PLD poderá cair mais em 2016

Grande oferta de energia aliada a bom regime hidrológico pode levar a queda expressiva no preço

A grande oferta de energia que virá nos próximos anos poderá fazer com que o Preço de Liquidação das Diferenças sofra uma forte queda, podendo ficar em torno de R$ 100/ MWh. De acordo com Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, a previsão se confirma na união desse aumento da oferta e na aposta de uma recuperação da hidrologia. "Ele já vem caindo, a tendência é cair mais. Se houver um bom verão, já cai no início do ano que vem", explica ele, que participou nesta terça-feira, 20 de outubro, do XVI Congresso Brasileiro de Energia, que está sendo realizado no Rio de Janeiro (RJ).

O presidente da EPE também coloca como fator de queda para o PLD a demanda de energia. Ele pede cautela, já que é impossível fazer uma previsão com exatidão desse assunto, mas também acredita que uma hidrologia melhor no fim do ano também pode vir a resultar em um desligamento das térmicas mais caras. As que custavam mais de R$ 600/MWh foram desligadas em agosto deste ano. "Se [novembro e dezembro] forem chuvosos, já pode começar a pensar em desligar algumas térmicas, o que também pode afetar as bandeiras", avisa. 

Atualmente o PLD está em R$ 215/MWh para a carga pesada em todos os submercados. Em 2014, ele ficou no preço máximo de R$ 822,83/ MWh durante grande parte do ano, devido a seca. O governo então solicitou que o órgão regulador usasse novos critérios para rever o preço. O teto estipulado ficou em R$ 388,48/MWh.